Pisos esportivos em alta

Quadras ganham em tecnologia e ajudam atletas a superar índices. Riscos de lesões também são reduzidos nas competições

Cada vez mais os desportistas dependem de bons acessórios para quebra de recordes, seja um tênis com material mais leve e maior aerodinâmica ou roupas que permitam melhor transpiração. As quadras com pisos adequados a cada modalidade também têm um papel importante.


O ponto de partida de qualquer projeto de quadra poliesportiva deve ser a escolha de um material que evite danos à saúde dos esportistas e permita uma prática adequada do esporte.

A existência ou não de cobertura determinará as principais características da quadra. Ao projetar qualquer instalação esportiva ao ar livre é preciso orientá-la corretamente no terreno. Segundo o arquiteto Eduardo de Castro Mello, especializado em arquitetura esportiva há mais de 30 anos, o eixo longitudinal (maior) da quadra deve acompanhar a linha Norte-Sul. “Caso contrário, a luz solar ofuscará a vista dos jogadores”, diz.

As quadras oficiais, entretanto, devem, obrigatoriamente, ser cobertas. Para outras modalidades, como voleibol, basquete e futsal, não há essa exigência. Vale lembrar que uma cobertura demanda maiores investimentos.

As quadras oficiais devem atender aos regulamentos internacionais de cada modalidade. São determinadas as dimensões máxima e mínima; as marcações das quadras e das faixas de segurança; a característica do material do piso; a altura interna (no caso de quadra coberta) e os acessórios (tabelas, postes, redes, gols e balizas para futsal e handebol). Para uma quadra não-oficial, como forma de comportar os esportes mais difundidos (futebol de salão, vôlei, basquete e handebol), o ambiente deve apresentar uma dimensão de, no mínimo, 25 m por 45 m. Cada jogo requer pisos específicos. Um piso para futebol de salão, por exemplo, deve ser antiderrapante para evitar que o jogador escorregue muito.
Os fornecedores, geralmente, são responsáveis pela colocação dos pisos, pois contam com mão-de-obra especializada e com equipamentos avançados, o que garante maior controle dos materiais e do nivelamento. “O final da obra conta com muitas empresas e serviços diferentes que devem ser programados para evitar estragos nos trabalhos já executados”, diz o arquiteto Sérgio Teperman.

A principal característica desejável nos pisos é a capacidade de amortecer impactos e evitar danos à ossatura, musculatura e tendões dos atletas.

O piso ideal deve absorver impactos e não ser muito frio, já que algumas modalidades requerem contato com o piso. Além disso, a superfície deve ser lisa para não provocar lesão e, ao mesmo tempo, ter aderência para permitir que, durante uma corrida, o atleta mude de direção sem escorregar.