Norma da ABNT recomenda pisos com atenuadores de impacto nos playgrounds

De olho nas responsabilidades impostas pelo Código Civil, os síndicos encontram na NBR 16071-3 uma grande aliada na hora de aprovar a remodelação ou adequação das superfícies nos ambientes de playgrounds. Definido em 2012 pela ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas), o dispositivo recomenda que “abaixo de todo equipamento de playground com altura de queda livre maior que 600 mm, deve haver piso de atenuação de impacto” (conforme o Parágrafo 4.2.2).

Segundo a arquiteta Mara Cabral, especialista em revestimentos de áreas esportivas, de lazer e recreação, os condomínios e mesmo os fabricantes estão mais atentos às novas obrigações. Mas ela ressalva: “Observo que os síndicos solicitam apenas um piso amortecedor de impacto e não se preocupam se o fornecedor está oferecendo um material que realmente cumpra tal requisito. Já as construtoras solicitam os certificados de absorção de impacto de acordo com a NBR 16071, parte 3, que trata dos Requisitos de segurança para pisos absorventes de impacto.”

Segundo Mara Cabral, essa propriedade é definida através de fórmulas que relacionam a altura máxima possível de a criança atingir no playground a características do revestimento, entre elas, a espessura. Mara explica que a norma da ABNT exige teste de atenuação por meio de um equipamento especial, o acelerômetro. Todo consumidor pode exigir do fabricante que apresente uma cópia da certificação obtida por meio desse teste, garantindo assim a eficácia do produto.

Para a empresária da área de esportes e recreação, Sueli Ribeiro, que atua junto ao Condominium Club Ibirapuera (CCI), a instalação de um piso modular com atenuação de impacto na área externa (no espaço do playground e imediações) do empreendimento conferiu maior tranquilidade aos seus profissionais, às cuidadoras e aos pais. “A troca do piso foi uma necessidade, uma decisão conjunta, os moradores pediram muito”, diz. Sueli comenta que as quedas são às vezes inevitáveis nas atividades de recreação, mesmo que as crianças estejam acompanhadas pelos monitores e babás. Já para a área da quadra, Sueli Ribeiro observa necessidade de proteção nas muretas laterais e não propriamente no piso, hoje adequado ao movimento dos atletas.

Os síndicos dispõem de inúmeras opções de mercado em termos de pisos com amortecimento de impacto. As alternativas vão das gramas (sintética e natural) aos modulares. Já o modular apresenta vida útil de cerca de dez anos, caso do intertravado fabricado com polipropileno copolimerizado, o qual pode ser mantido apenas com limpeza e, após o 5º ano de uso, com recolocação pontual de algumas peças que tenham se soltado do contrapiso.

Além da especificação correta do revestimento, os condomínios precisam estudar bem o processo de instalação, corrigindo, por exemplo, eventual desnivelamento da base.

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Fonte: https://www.direcionalcondominios.com.br/sindicos/materias/item/641-norma-da-abnt-recomenda-pisos-com-atenuadores-de-impacto-nos-playgrounds.html